Estrutura do solo e produtividade em foco

11-05-2026

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A estrutura do solo governa o fluxo de água, de ar e o crescimento das raízes. É sobre esse tema fundamental que Cássio Tormena, professor na Universidade Estadual de Maringá (UEM), bolsista do CNPq em Produtividade em Pesquisa, falará no painel "Regenerando o Solo e a Vida" do 20º Encontro Nacional do Sistema Plantio Direto (ENSPD) e do 3º Encontro Mundial do Sistema Plantio Direto (EMSPD). Os eventos ocorrerão de 7 a 9 de julho, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, DF. Nesta entrevista, ele antecipa como práticas regenerativas devem proporcionar a funcionalidade da estrutura do solo para que o Sistema Plantio Direto continue sendo sustentável.

 

FICHA TÉCNICA DA PALESTRA

Palestra: Sistema Plantio Direto: solo com estrutura e água para a resiliência da produção
Palestrante: Cássio Tormena | Professor na Universidade Estadual de Maringá (UEM), professor titular, bolsista do CNPq em Produtividade e Pesquisa
Painel: Regenerando o Solo e a Vida
Data e horário: Dia 8 de julho, a partir das 8h35

 

O QUE VOCÊ VAI APRENDER

Antes de ler a entrevista, veja os destaques da apresentação:

  • Textura versus estrutura – Textura define o potencial produtivo do solo; a estrutura define a produtividade das lavouras e sua estabilidade ao longo do tempo.
  • Degradação da estrutura do solo – O tráfego frequente de máquinas pesadas associado à reduzida diversidade cultural tem provocado degradação, com reflexos na infiltração de água e riscos de estresse hídrico.
  • Desafio para o produtor – Manter a intensificação dos sistemas de produção sem simplificação, para que a estrutura do solo cumpra suas funções básicas.

 

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A ENTREVISTA

Três perguntas. Um só foco. Confira o que Cássio Tormena nos contou.

 

O que será apresentado no dia: a estrutura do solo como chave da produtividade

A minha palestra terá como tema central a estrutura do solo. Costumamos dizer que textura (proporções de areia, silte e argila na massa de solo) define o potencial produtivo do solo enquanto a estrutura do solo define tanto a produtividade das lavouras bem como a sua estabilidade ao longo do tempo. Isso decorre do fato de que a estrutura do solo governa o fluxo de água, de ar e o crescimento das raízes no perfil do solo, proporcionando acesso à água e aos nutrientes disponíveis.

Atualmente, no Brasil, muitas áreas sob plantio direto têm excelentes índices de fertilidade química, mas com restrições na fertilidade física que é controlada pela estrutura do solo, comprometendo a qualidade do solo para a produção. Portanto, práticas regenerativas devem proporcionar a funcionalidade da estrutura do solo, o que é vital para que o sistema de plantio direto continue sendo sustentável e proporcione ganhos econômicos ao produtor rural frente às irregularidades climáticas e de mercado.

 

A perspectiva macro: manejo biológico da estrutura do solo

O sistema plantio direto pode ser considerado uma das maiores inovações que revolucionou a agricultura mundial e, especialmente, a agricultura tropical brasileira. Enquanto utilizávamos o preparo convencional do solo, a estrutura do solo era manejada por meio dos equipamentos de preparo do solo. Com o advento do sistema de plantio isso tudo mudou. Agora o sistema está baseado em 3 pilares básicos: mínimo revolvimento, cobertura permanente e rotação com diversidade cultural. Portanto, no sistema plantio direto a estrutura é manejada biologicamente.

Por outro lado, as máquinas agrícolas aumentaram de tamanho e peso num cenário de pelo menos duas safras anuais na mesma área, o que aumentou a pressão sobre a estrutura dos solos. Nestas condições, o tráfego frequente de máquinas pesadas associado com reduzida diversidade cultural tem provocado a degradação da estrutura do solo, com reflexos desde a redução da infiltração de água no solo (e ocorrência de erosão) até num aumento dos riscos de estresses causado por curtos períodos de estresse hídrico. Portanto, o desafio para os agricultores brasileiros é manter a intensificação dos sistemas de produção sem a simplificação do mesmo. Isso é vital para que possamos manter a estrutura do solo cumprindo suas funções básicas nos sistemas intensivos de produção sob plantio direto.

 

O convite direto ao produtor: por que não perder esta palestra

Venha fazer parte deste evento e venha discutir conosco estas questões que são vitais para o seu negócio. As margens de lucro estão apertadas e há muitos insumos disponíveis que não produzem incrementos de produtividade em função das condições estruturais do solo que induzem a estresses no metabolismo e, por consequência, sobre a produtividade das lavouras.

Um solo bem estruturado é mais lucrativo e sustentável; quanto mais conhecimento for agregado em cada talhão, podemos obter produtividades mais lucrativas, o que é vital para a sustentabilidade financeira dos produtores. Neste ponto não estamos falando de produtos ou insumos, estamos falando de conhecimento e de ciência aplicado à sua lavoura.

 

Veja aqui a programação completa:
https://20enspd.plantiodireto.org.br/programacao