O Sistema Plantio Direto como porto seguro

24-04-2026

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O que a saúde do solo tem a ver com a saúde das pessoas, dos animais e do planeta? Tudo. É essa a mensagem central que Maurício Roberto Cherubin, professor do Departamento de Ciência do Solo da Esalq/USP e vice-coordenador do CCARBON, trará ao Painel de Encerramento do 20º Encontro Nacional do Sistema Plantio Direto (ENSPD) e do 3º Encontro Mundial do Sistema Plantio Direto (EMSPD). Os eventos ocorrerão de 7 a 9 de julho, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, DF. Nesta entrevista, ele antecipa como o solo saudável é a base para uma agricultura mais produtiva e resiliente nos próximos anos.


FICHA TÉCNICA DA PALESTRA

Palestra: Uma Só Saúde Começa no Solo
Palestrante: Maurício Roberto Cherubin | Professor do Departamento de Ciência do Solo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) e vice-coordenador do Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (CCARBON) da Universidade de São Paulo
Painel: Painel de Encerramento
Data e horário: Dia 9 de julho, a partir das 10h50

 

O QUE VOCÊ VAI APRENDER

Antes de ler a entrevista, veja os destaques da apresentação:

  • Uma Só Saúde – Como a saúde do solo se conecta à saúde das plantas, dos animais, das pessoas e do ambiente como um todo.
  • Solo saudável, sistema resiliente – O equilíbrio entre propriedades químicas, físicas e biológicas que torna o solo mais supressivo a pragas, mais capaz de reter água, sequestrar carbono e ciclar nutrientes.
  • Ciência aplicada ao campo – Resultados práticos de experimentações do Rio Grande do Sul ao Tocantins, mostrando o impacto de plantas de cobertura, bioinsumos e práticas regenerativas na saúde do solo.

 

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A ENTREVISTA

Três perguntas. Um só foco. Confira o que Maurício Roberto Cherubin nos contou.

 

O que será apresentado no dia: Uma Só Saúde Começa no Solo

A minha palestra de encerramento no evento trata de "Uma Só Saúde Começa no Solo". Ela tem uma abordagem de entender o solo dentro de um sistema maior, onde a saúde do solo – que é o foco central da minha fala, esse equilíbrio entre as propriedades químicas, físicas e biológicas que garantem que o solo desempenhe suas funções com qualidade – é fundamental para termos um ambiente mais supressivo de pragas e patógenos, mais resiliente e que consiga reter água através de um maior sequestro de carbono, ciclagem de nutrientes, mais biodiverso.

Isso tudo faz com que a planta possa produzir mais e alimentos de melhor qualidade, mais saudáveis. E a partir daí temos um efeito em cascata para os outros componentes do ecossistema, seja para os animais, seja para as próprias pessoas que consomem os alimentos, seja para o ambiente como um todo. Solo saudável é a base para uma agricultura mais produtiva e mais resiliente nos próximos anos que temos pela frente, que vão ser cada vez mais desafiadores. Esse é mais ou menos o foco central da minha fala: essa junção entre solo, produção e meio ambiente.

 

A perspectiva macro: o Sistema Plantio Direto como porto seguro

Saúde do solo é uma área que vem em franca ascensão, um crescimento exponencial não só no Brasil quanto no mundo. Nos últimos dez anos se produziu 75% do conhecimento nessa área e o Brasil desponta como um dos países que tem a maior força de produção científica nesse assunto. Aliado a isso, temos uma aplicação do conhecimento no campo de maneira muito intensiva, talvez como um dos maiores países do mundo que consegue transformar a ciência de saúde do solo em aplicação prática.

Nesse contexto, o Sistema Plantio Direto é a base desse processo. Há mais de 50 anos o Brasil lidera essa agenda, quando inicia seus cultivos em plantio direto e a partir daí ganha protagonismo. Hoje, sem o Sistema Plantio Direto, é impossível pensarmos em uma agricultura tropical que consiga atender as demandas e produzir dentro dos desafios que temos pela frente. Temos um cenário de mudanças climáticas, uma agricultura cada vez mais complexa, seja por questões climáticas, geopolíticas, de mercado. Para isso, precisamos ter um solo equilibrado, um solo saudável que garanta maior produção, qualidade do produto e resiliência às mudanças climáticas. Esse é o grande palco central: o plantio direto é o nosso porto seguro e, a partir daí, a gente embute dentro do sistema de produção novos produtos e novas tecnologias de forma sinérgica para continuar produzindo bem mesmo nos anos mais desafiadores.

 

O convite direto ao produtor: por que não perder esta palestra

O convite para os produtores e colegas participarem do evento e também assistirem a minha palestra é porque lá a gente vai ter a oportunidade de discutir resultados práticos obtidos por meio de experimentação desde o Rio Grande do Sul até o Tocantins. O nosso grupo tem se dedicado muito a tentar provar essas teorias na prática. E felizmente a gente está conseguindo, através de experimentação, encontrar resultados fantásticos que são diretamente aplicados no dia a dia do produtor.

Qual é o impacto de uma planta de cobertura no sistema? Qual o impacto em carbono, em saúde do solo, em resiliência? Qual o impacto da rotação de bioinsumos? Todo esse arcabouço de práticas de agricultura regenerativa que fazem parte de uma noção para nós melhorarmos a saúde do solo num contexto de saúde única é algo que deve chamar a atenção do produtor com uma possibilidade de levar para casa essa reflexão e começar, eventualmente, a rever até o próprio manejo para se adequar a essa nova realidade que nós estamos vivendo e iremos viver cada vez mais.

Veja aqui a programação completa:
https://20enspd.plantiodireto.org.br/programacao

Garanta agora a sua participação:
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