Insumos biológicos no SPD: construindo fertilidade e resiliência

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Insumos biológicos no SPD: construindo fertilidade e resiliência

Como uma das maiores empresas do agronegócio brasileiro está construindo estratégias em agricultura regenerativa em larga escala? Essa é a experiência que Vitor Vargas, coordenador de Solos e Pesquisa da SLC Agrícola, compartilhará no painel "Regenerando o Solo e a Vida" do 20º Encontro Nacional do Sistema Plantio Direto (ENSPD) e do 3º Encontro Mundial do Sistema Plantio Direto (EMSPD). Vitor trará o relato da "Experiência do Produtor" na palestra sobre insumos biológicos, juntamente com o pesquisador Sergio Mazaro, da UTFPR, de Dois Vizinhos, PR. Os eventos ocorrerão de 7 a 9 de julho, em Brasília, DF. Nesta entrevista, ele antecipa como a SLC Agrícola estabeleceu metas claras de neutralização de emissões e os desafios práticos da execução do SPD em escala.

 

FICHA TÉCNICA DA PALESTRA

Palestra: Insumos biológicos no Sistema Plantio Direto: construindo fertilidade e resiliência
Palestrante: Vitor Vargas | Coordenador de Solos e Pesquisa da SLC Agrícola (palestra com o pesquisador Sergio Mazaro, da UTFPR, Dois Vizinhos, PR, como Experiência do Produtor)
Painel: Regenerando o Solo e a Vida
Data e horário: Dia 8 de julho, a partir das 10h55

 

O QUE VOCÊ VAI APRENDER

Antes de ler a entrevista, veja os destaques da apresentação:

  • Estratégias em larga escala – Como a SLC Agrícola vem desenhando suas estratégias em agricultura regenerativa com foco na neutralização das emissões de C-equivalente.
  • Desafios práticos do SPD – Compactação do solo, estratificação química por distribuição de insumos na superfície, e dependência/diminuição de herbicidas com plantas daninhas resistentes.
  • Soluções aplicadas – Rotação de culturas, introdução de braquiária para produção de semente, produção própria de sementes de cobertura e manutenção de palhada homogênea.

 

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A ENTREVISTA

Três perguntas. Um só foco. Confira o que Vitor Vargas nos contou sobre sua experiência.

 

O que será apresentado no dia: agricultura regenerativa em larga escala

O objetivo da apresentação é detalhar um pouco sobre como o Grupo SLC Agrícola vem desenhando suas estratégias em agricultura regenerativa em larga escala. Com um foco na neutralização das emissões de C-equivalente, via remoção do C da atmosfera ou por meio da mitigação de emissões, a SLC Agrícola estabeleceu metas claras num horizonte de tempo relativamente curto para a complexidade do seu negócio. Um dos pilares do plano de neutralização concentra-se na adoção integral de práticas como a mínima intervenção, cujas metas estão associadas ao revolvimento do solo exclusivamente associado à orientação técnica seguindo-se critérios e monitoramento.

Da área física da SLC Agrícola, mais de 90% da área está sob sistema de plantio direto. Há contudo, desafios para garantir os benefícios do sistema, especialmente na manutenção de altos patamares produtivos. Na produção é comum a preocupação com a compactação do solo, o que exige manutenções da intervenção de modo a reduzir a resistência a penetração de raízes. Outro desafio desse sistema em áreas agrícolas está relacionado a estratificação química do solo, por conta da distribuição de fertilizantes, corretivos e condicionadores sobre a superfície do solo. Outro desafio está associado a dependência do uso de herbicidas para controle da matocompetição e ainda assim o crescente problema com plantas daninhas por conta das resistências criadas.

O sucesso do plantio direto está associado a um robusto manejo de palhada, em que acentuados volumes são encontrados – nesse sentido existe uma preocupação na companhia em garantir a rotação das culturas com gramínea como o milho, no MT, MS e MA, e a introdução de braquiária para produção de semente na BA. Além da rotação entre as culturas comerciais de soja, algodão, milho, sorgo e trigo, existe uma preocupação em garantir que as coberturas do solo sejam homogêneas e que se faça o máximo de culturas de serviço. Para isso a companhia lançou investimento em produção de suas próprias sementes de culturas de cobertura, além da constante procura por espécies. Em se tratando de culturas de cobertura, outro aspecto que tem sido estimulado dentro da companhia é a utilização de culturas de cobertura.

 

A perspectiva macro: pilares do SPD para resiliência e crédito de carbono

O plantio direto quando estabelecido por meio dos seus pilares: construção profunda da fertilidade do solo (especialmente calagem, gessagem), rotação de culturas, mínima intervenção mecânica, manutenção da palhada e construção de estruturas de contenção de erosão é fundamental na construção/manutenção da capacidade produtiva e resiliência dos sistemas intensivos tropicais e contribui para os aspectos fundamentais em anos como os que estão se aproximando com expectativas de deficiência hídrica, aumento de temperatura do solo e redução da produtividade biológica.

Garantir a adequada execução do plantio direto permite enfrentar anos de instabilidade climática com expectativa de menores danos que quando comparados aos sistemas intensivos com algum manejo. Nessa apresentação pretendo trazer os desafios da execução em escala dos sistemas de semeadura direta ou de agricultura regenerativa, mas a importância de manter-se focados na construção de sistemas que normalmente exigem tempo. Outro objetivo é demonstrar também como companhias como a SLC utilizam dos benefícios dessa boa prática: sejam em demonstrações de indicadores de ESG ou até mesmo nos pleitos de aquisição por crédito.

 

O convite direto ao produtor: por que não perder esta palestra?

Convido produtores e técnicos a participarem da minha apresentação no 20º Encontro Nacional do Sistema Plantio Direto. Compartilharei a experiência da SLC Agrícola na construção de estratégias de agricultura regenerativa em larga escala, com foco na neutralização de emissões e no aumento da resiliência produtiva.

Abordarei desafios práticos do plantio direto, como compactação, estratificação química e manejo de plantas daninhas, além de soluções baseadas em rotação de culturas e uso intensivo de palhada.

Também discutirei o papel das culturas de cobertura e da diversificação na sustentabilidade dos sistemas.

Será uma oportunidade de trocar experiências sobre a execução do plantio direto em escala e seus benefícios agronômicos e ambientais.

Conto com sua presença!

 

Veja aqui a programação completa:
https://20enspd.plantiodireto.org.br/programacao