SPD recupera carbono em biomas brasileiros e contribui na solução da crise climática

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SPD recupera carbono em biomas brasileiros e contribui na solução da crise climática

PALESTRA MAGNA DE ABERTURA

Como o setor agrícola pode contribuir para minimizar a crise climática sem derrubar um único pé de árvore? Essa é a pergunta central que o Dr. João Carlos de Moraes Sá (Juca Sá), pesquisador Sênior Visitante do Rattan Lal Carbon Center da Ohio State University (EUA) e membro da Comissão Técnico-Científica da Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto (FEBRAPDP), responderá no Painel de Abertura do 20º Encontro Nacional do Sistema Plantio Direto (ENSPD) e do 3º Encontro Mundial do Sistema Plantio Direto (EMSPD). Os eventos ocorrerão de 7 a 9 de julho, em Brasília, DF. Nesta entrevista exclusiva, Juca Sá antecipa dados inéditos de 63 fazendas avaliadas, comprovando que o SPD é capaz de recuperar o carbono perdido na conversão agrícola e até superar os estoques da vegetação nativa.

 

FICHA TÉCNICA DA PALESTRA

Palestra: O Sistema Plantio Direto recupera o carbono em biomas brasileiros e contribui na solução da crise climática
Palestrante: Dr. João Carlos de Moraes Sá (Juca Sá) | Pesquisador Sênior Visitante – Rattan Lal Carbon Center – The Ohio State University, Columbus-OH-EUA; membro da Comissão Técnico-Científica da FEBRAPDP
Painel: Painel de Abertura: Por que o SPD é a base da agricultura regenerativa?
Data e horário: Dia 7 de julho, a partir das 9h30

 

O QUE VOCÊ VAI APRENDER

Antes de ler a entrevista, veja os destaques da apresentação:

  • Resultados de 63 fazendas avaliadas – 16 superaram os estoques de carbono da vegetação nativa (emissões líquidas negativas); as demais atingiram balanço de emissões líquidas zero.
  • Tempo de recuperação – O SPD é capaz de recuperar o carbono perdido na conversão agrícola em um período de 36 a 54 anos.
  • Rentabilidade comprovada – Cada 1 tonelada extra de carbono acumulado no solo gera incremento de 28 kg de soja/ha, elevando a rentabilidade do sistema entre 8% e 15%.

 

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A ENTREVISTA

Três perguntas. Um só foco. Confira o que Juca Sá nos contou nesta palestra magna de abertura.

O que será apresentado no dia: o SPD como estratégia fundamental

No cenário global as estimativas de perda histórica de carbono (C) devido as mudanças no uso da terra variam de 45 a 114 Bilhões de ton (Bton) de C (média = 79,5 Bton C) para o período anterior a 1870 e de 108 a 188 Bton C (média = 148 Bton C) para o período de 1870 a 2014. Entretanto, a perda global de estoque de carbono orgânico do solo (COS) devido ao preparo do solo para cultivo é estimada em 116 Bton C o que representa ≈ 8,0% do total de COS atualmente armazenado nos solos do mundo até 1 m de profundidade. As emissões históricas de gases de efeito estufa (GEE), incluindo desmatamento e queima de vegetação nativa, estimadas em 168 Bton C (equivalente a 620 Bton CO2eq) têm fortes impactos na composição atmosférica e representam 10,8% do estoque de C da vegetação terrestre. Diante desse cenário que projetamos a nossa palestra cujo objetivo será mostrar a audiência que podemos produzir alimentos em harmonia com a natureza sem derrubar 01 pé de arvore. A pergunta seria: como o setor agrícola pode contribuir na minimização da crise climática?

Nesta palestra, o desafio proposto é demonstrar que o manejo das adições de carbono (C) no Sistema Plantio Direto (SPD) é a estratégia fundamental para o desenvolvimento de sistemas de produção saudáveis, resilientes e rentáveis. Nos últimos 50 anos evitamos a perda de solo de 7 a 21 bilhões de toneladas (Bton) e mantivemos 2,4 a 8,4 milhões de ha protegidos. Além do impacto na produtividade, focaremos na viabilização de uma agricultura de baixa emissão de CO2. Enfatizarei, ainda, como o carbono atua como o pilar central no controle dos atributos químicos, físicos e biológicos do solo, conforme ilustrado na Figura 1.

Figura 1: O C como componente chave no controle dos atributos físicos, químicos e biológicos do solo.

Ademais, apresentarei resultados do projeto “Sistema Plantio Direto: Base para Agricultura Sustentável”, que ratificam o SPD como uma ferramenta estratégica frente à crise climática. Os dados comprovam a eficácia do sistema na recuperação do carbono (C) sob diversas condições edafoclimáticas. Das 63 fazendas avaliadas, 16 superaram os estoques de C da vegetação nativa, atingindo emissões líquidas negativas. Nas demais áreas, observou-se um balanço de emissões liquidas zero, demonstrando que o SPD é capaz de recuperar o carbono perdido na conversão agrícola em um período de 36 a 54 anos. Além do ganho ambiental, discutiremos como essa estocagem viabiliza a geração de receita extra via monetização do carbono.

A perspectiva macro: SPD regenera o solo e maximiza a rentabilidade

É inequívoco que as mudanças climáticas desestabilizaram o regime de chuvas, impactando a segurança agrícola. Contudo, o manejo deve focar em um princípio vital: manter o fluxo contínuo de água, ar e nutrientes no sistema poroso para suprir a demanda das plantas. Reconstruir a estrutura física é o caminho para restabelecer esse equilíbrio e sustentar a funcionalidade biológica necessária à produção. Solos bem estruturados e aerados garantem a infiltração eficiente, o pleno desenvolvimento radicular e a atividade da microbiota e macrofauna nos processos de transformação da matéria orgânica do solo.

Nesse contexto, enfatizaremos que o Sistema Plantio Direto (SPD) — fundamentado na ausência de revolvimento, cobertura permanente e diversificação de cultivos — regenera o solo e maximiza a rentabilidade. Nossas métricas comprovam que cada 1 tonelada extra de C acumulado no solo gera um incremento de 28 kg de soja/ha, elevando a rentabilidade do sistema entre 8% e 15%. Para garantir essa funcionalidade, quantificamos que o SPD exige aportes anuais mínimos de: [1]

  • Cerrado: > 5,5 t de C/ha (~13 t de palhada total);
  • Região Subtropical: > 4,0 t de C/ha (~9,5 t de palhada total).

O convite direto ao produtor: por que não perder esta palestra?

Prezados produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais do agronegócio: é com grande satisfação que convido todos vocês para a palestra de abertura do 20º Encontro Nacional do Sistema Plantio Direto/Encontro internacional. Demonstrarei como o investimento no SPD é o caminho para regenerar o solo, respeitar o meio ambiente e maximizar a rentabilidade. Essa tríade nos permite o equilíbrio essencial: produzir mais com menos recursos, garantindo o sustento das nossas famílias e a preservação do solo para as futuras gerações. Gostaria de sintetizar a minha apresentação com a figura abaixo: 

VENHAM, AGUARDO VOCÊS LÁ!