A realidade e os desafios para o futuro do SPDH

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A realidade e os desafios para o futuro do SPDH

O Sistema Plantio Direto em Hortaliças (SPDH) é plenamente viável e traz benefícios transformadores para a olericultura. É sobre esse tema que Nuno Madeira, pesquisador da Embrapa Hortaliças, falará no painel "Regenerando o Ambiente, as Pessoas e o Mercado" do 20º Encontro Nacional do Sistema Plantio Direto (ENSPD) e do 3º Encontro Mundial do Sistema Plantio Direto (EMSPD). A palestra contará também com a experiência do produtor Ivan Engler, agricultor familiar no DF, que apresentará os resultados práticos observados em sua propriedade. Os eventos ocorrerão de 7 a 9 de julho, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, DF. Nesta entrevista, Nuno antecipa os princípios básicos, o que já é realidade e os desafios para o futuro do SPDH.

 

FICHA TÉCNICA DA PALESTRA

Palestra: Sistema Plantio Direto em Hortaliças no Cerrado: onde estamos e para onde vamos?
Palestrante: Nuno Madeira | Pesquisador da Embrapa Hortaliças (palestra em conjunto com Ivan Engler – agricultor familiar no DF, como Experiência do Produtor)
Painel: Regenerando o Ambiente, as Pessoas e o Mercado
Data e horário: Dia 8 de julho, a partir das 16h15

 

O QUE VOCÊ VAI APRENDER

Antes de ler a entrevista, veja os destaques da apresentação:

  • SPDH já é realidade – Aplicações bem-sucedidas em cebola, tomate, abóbora, folhosas, batata-baroa e outras.
  • Benefícios transformadores – Sequestro de carbono, redução de erosão em 90%, economia de água e energia de 25 a 50%, diminuição de plantas infestantes em 80% ou mais, atenuação de estresses térmicos em até 10°C.
  • Adaptações necessárias – Como incluir plantas de cobertura na rotação de culturas para produção de palhada, já que hortaliças não produzem palhada por si só.

 

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A ENTREVISTA

Três perguntas. Um só foco. Confira o que Nuno Madeira nos contou.

 

O que será apresentado no dia: princípios e realidade do SPDH

Nossa palestra “Sistema Plantio Direto em Hortaliças no Cerrado: onde estamos e para onde vamos?” será ministrada no dia 8 de julho às 16h15. Vamos apresentar os princípios básicos, o que já é realidade, como o SPDH em cebola, tomate, abóbora, folhosas, batata-baroa, etc. e os desafios para se avançar com essa pauta que tantos benefícios traz para os produtores e para a sociedade como um todo. Cabe citar que o SPDH também será apresentado em visita técnica à Embrapa Hortaliças, com 4 estações (SPDH-Tomate, SPDH-Baroa, SPDH-Abóboras e SPDH-Folhosas). 

 

A perspectiva macro: SPDH como estratégia do Plano ABC+

A adoção do SPDH é de suma importância, transformando a Olericultura, para melhor, assim como ocorreu com o cultivo de grãos, como soja e milho. O SPDH inclusive incluído na pauta do Plano ABC+, em face de todos os benefícios que proporciona: sequestro de Carbono e aumento da matéria orgânica no sistema; redução dos processos erosivos em 90%; economia de água e energia de irrigação em 25 a 50%; diminuição das plantas infestantes em 80% ou mais; atenuação dos estresses hídricos e térmicos das plantas e dos picos de temperatura em até 10ºC; economia em insumos, especialmente fertilizantes e agroquímicos em 50% ou mais; assegurando manutenção ou elevação dos níveis de produtividade, no longo prazo, com redução dos riscos inerentes à produção, como calor ou frio intenso (a palhada é isolante), chuvas torrenciais ou secas prolongadas.

 

O convite direto ao produtor: por que não perder esta palestra?

Caros produtores, existe ainda um certo “mito” de que as hortaliças não são viáveis no SPD, por serem plantas mais “sensíveis” que milho ou soja. Mas, o SPDH é sim plenamente viável. Os benefícios, já consagrados do SPD em grãos, também são observados no cultivo de hortaliças, desde o primeiro cultivo. Claro, que pela questão das hortaliças não produzirem palhada, temos que fazer adaptações, principalmente incluir na rotação de culturas as plantas de cobertura para produção de palhada. Feito isso, tem-se uma vantagem a mais; a grande maioria das hortaliças é pouco ou nada adaptada a calor, como tomate, alface, brássicas (repolho, brócolis, couve-flor), batata-baroa e outras, por vezes inviabilizando o cultivo dessas hortaliças em determinadas épocas ou regiões. Com a adoção do SPDH, tem-se observado incremento em produtividade, melhoria da qualidade, além da redução de custos e de riscos, especialmente quando ocorrem adversidades climáticas, cada vez mais frequentes.

 

Veja aqui a programação completa:
https://20enspd.plantiodireto.org.br/programacao