Dia de Campo sobre Sistema Plantio Direto em Curitibanos, SC
Por Evelyn Oliveira, A Semana Online
O Sistema Plantio Direto (SPD) será tema de um Dia de Campo realizado no dia 2 de outubro, na Fazenda Imbuia, em Curitibanos. O evento, promovido pelo Laboratório Vivo Fazenda Imbuia da UFSC campus Curitibanos, terá programação das 8h às 17 horas e busca aproximar produtores, estudantes, pesquisadores e profissionais para discutir práticas de manejo e conservação do solo.
Segundo uma das coordenadoras do evento, Marie Luise Carolina Bartz, o Sistema Plantio Direto vai além de simplesmente deixar de revolver a terra. “O Sistema Plantio Direto é uma forma integrada de produzir baseada obrigatoriamente em três princípios: mínimo revolvimento do solo; cobertura permanente do solo, com plantas vivas e/ou palhada; e rotação e diversificação de culturas”, explica.
Na prática, a semeadura é realizada diretamente sobre os resíduos da cultura anterior, mantendo o solo protegido e biologicamente ativo. Entre os benefícios estão a redução da erosão, a conservação da água e a melhoria das condições físicas, químicas e biológicas do solo.
Para Marie, o sistema também pode contribuir para a estabilidade e a rentabilidade das propriedades. “Quando seus princípios são planejados e aplicados de acordo com a realidade do produtor, o sistema reduz a erosão, conserva água, melhora as condições físicas, químicas e biológicas do solo e favorece o estoque de carbono”, afirma.
A adoção dessas práticas é especialmente relevante para a região, que apresenta áreas de relevo mais acidentado e está sujeita a períodos de chuvas intensas, estiagem e baixas temperaturas. “Para muitos produtores, o próximo passo é avançar do simples plantio sem revolvimento para um sistema verdadeiramente diversificado e bem manejado”, destaca a coordenadora.
Durante a manhã, o evento terá abertura, painel e debate, com discussões sobre qualidade física do solo, plantas de cobertura e Integração Lavoura-Pecuária. À tarde, os participantes irão a campo, em um circuito dividido em três estações, além de uma trincheira de solo. “Os participantes poderão visualizar como as práticas de manejo influenciam as raízes, a estrutura, a cobertura e a vida do solo, além de dialogar diretamente com pesquisadores, técnicos e outros produtores”, explica Marie.
São oferecidas 200 vagas, sendo 100 para estudantes e 100 para produtores, profissionais e técnicos. A inscrição custa R$ 35 para estudantes e R$ 45 para produtores, profissionais e técnicos. Os valores incluem material do participante e almoço. Bebidas não estão incluídas.
As inscrições são realizadas pela internet, pelo site do Laboratório Vivo. O participante deve preencher os dados, escolher a categoria e efetuar o pagamento via Pix. Caso as vagas estejam esgotadas, o cadastro passa para uma lista de espera e o pagamento só será solicitado se houver disponibilidade.
A expectativa, segundo Marie, é que o encontro seja também um espaço de troca. “A proposta é que cada participante compreenda o potencial de seu próprio sistema produtivo, reconheça o que pode ser melhorado e leve alternativas práticas para produzir com maior eficiência, rentabilidade e resiliência”, finaliza.










