Urgência climática e protagonismo brasileiro

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Urgência climática e protagonismo brasileiro

As mudanças climáticas estão na pauta da sociedade contemporânea há algum tempo, mas os recentes e graves impactos associados a eventos extremos geraram um sentimento de urgência. É sobre esse contexto que Telmo Amado, professor da Universidade Federal de Santa Maria (RS), falará no painel "Regenerando o Ambiente, as Pessoas e o Mercado" do 20º Encontro Nacional do Sistema Plantio Direto (ENSPD) e do 3º Encontro Mundial do Sistema Plantio Direto (EMSPD). A palestra terá a participação de Maurício De Bortoli, produtor rural no Rio Grande do Sul, que fará o relato da "Experiência do Produtor". Os eventos ocorrerão de 7 a 9 de julho, em Brasília, DF. Nesta entrevista, Telmo antecipa como o Brasil se destaca como protagonista-chave dessa agenda global.

 

FICHA TÉCNICA DA PALESTRA

Palestra: Superando paradigmas para adoção do Sistema Plantio Direto fundamentado nos seus princípios
Palestrante: Telmo Amado | Professor da Universidade Federal de Santa Maria, RS (palestra com participação de Maurício De Bortoli – produtor rural no RS, como Experiência do Produtor)
Painel: Regenerando o Ambiente, as Pessoas e o Mercado
Data e horário: Dia 8 de julho, a partir das 14h00

 

O QUE VOCÊ VAI APRENDER

Antes de ler a entrevista, veja os destaques da apresentação:

  • Urgência climática – Ações de descarbonização, promoção da economia circular e adoção de práticas regenerativas.
  • Brasil como protagonista – O legado de conhecimento acumulado ao longo de cinco décadas no SPD em clima tropical torna o Brasil um protagonista-chave da agenda global.
  • Revolução tecnológica em curso – Uma pequena revolução capitaneada por produtores e consultores inovadores que estão redesenhando seus modelos produtivos.

 

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A ENTREVISTA

Três perguntas. Um só foco. Confira o que Telmo Amado nos contou.

 

O que será apresentado no dia: urgência climática e protagonismo brasileiro

As mudanças climáticas estão na pauta da sociedade contemporânea há algum tempo. No entanto, os recentes e graves impactos associados a eventos extremos – como chuvas torrenciais, períodos de seca e temperaturas elevadas – geraram um sentimento de urgência.

Nesse contexto, têm sido propostas ações de descarbonização, a promoção da economia circular e a adoção de práticas regenerativas. O Brasil, por possuir um legado de conhecimento acumulado ao longo de cinco décadas na implementação bem-sucedida e no aprimoramento do Sistema Plantio Direto em clima tropical, destaca-se como um protagonista-chave dessa agenda global. Vale ressaltar que as regiões tropicais serão as principais responsáveis pelo aumento da oferta de alimentos nas próximas décadas, tornando estratégico o desenvolvimento de sistemas produtivos adaptados a essa realidade.

 

A perspectiva macro: desafios complexos e uma pequena revolução tecnológica

O agronegócio tem enfrentado desafios complexos sob uma perspectiva macro, como a necessidade de conciliar o incremento da produtividade e da produção com a regeneração e a sustentabilidade dos sistemas produtivos, visando garantir uma segurança alimentar duradoura. Somam-se a isso os desafios internos de uma das mais graves crises de rentabilidade do setor, pressionada por uma conjuntura de preços depreciados das principais commodities em contraste com o alto custo dos insumos.

Esse cenário tem levado os produtores a redesenharem seus modelos produtivos, afastando-se de recomendações técnicas engessadas, com calendários rígidos e de elevada dependência de insumos externos à propriedade. Uma pequena revolução tecnológica está em curso capitaneada por produtores e consultores inovadores.

 

O convite direto ao produtor: por que não perder esta palestra?

Acompanho, nas últimas quatro décadas, o avanço do Sistema Plantio Direto no Brasil e sou um entusiasta dessa trajetória. Atualmente, mantenho um olhar atento às interações que produtores inovadores têm experimentado em suas propriedades, combinando a descompactação com correção do perfil do solo e o uso de policultivos de cobertura, visando explorar sinergismos entre práticas regenerativas complementares.

Destacam-se, também, estratégias como a adubação de sistema, uso de micronutrientes e de condicionadores de solo, organominerais e insumos biológicos, que buscam uma nutrição equilibrada e que contribua para uma menor suscetibilidade das plantas a estresses abióticos. O desenvolvimento de sistemas integrados de produção – que privilegiam a cobertura permanente do solo com plantas de sistema radicular profundo, fixação biológica de nitrogênio e intensa ciclagem de nutrientes – tem proporcionado a recuperação do estoque de carbono e da atividade biológica em períodos muito mais curtos do que os descritos na literatura especializada.

Muitos desses avanços tecnológicos serão apresentados por diversos painelistas durante o 20º Encontro Nacional do Sistema Plantio Direto. Julgo que o evento será uma oportunidade única para reflexões, troca de experiências e crescimento profissional em um cenário agrícola complexo, que exige inovações focadas em eficiência e resiliência. Fica aqui o convite para aproveitarmos, juntos, esta oportunidade.

 

Veja aqui a programação completa:
https://20enspd.plantiodireto.org.br/programacao